Curiosidades sobre as Copas do Mundo do Futpais
Edgard Tonso, atleta e historiador do Futpais, resgatou algumas curiosidades que ajudam a entender por que cada edição da Copa do Mundo do Futpais sempre entrega muito mais do que futebol.
A tradição de utilizar o tema Copa do Mundo no Futpais começou em 1994. Desde então, a cada quatro anos, o torneio ganha clima mundial, com direito a favoritismo que cai, zebra que vira protagonista e histórias que nem roteirista ousaria escrever. Em 2026, chegamos à 9ª Copa do Mundo Futpais.

Na primeira edição, em 1994, a campeã foi a Espanha (foto acima), coordenada pelo homenageado deste ano, Ciro Terêncio, que ainda marcou o gol da vitória no primeiro jogo da final. Naquela época ele jogava bola, a paella veio depois. Em 1998, o título ficou com a Itália, que tinha no elenco o saudoso Ulisses Petriche. Até então, nenhuma das seleções que disputam a edição de 2026 havia participado do Futpais.
Em 2002, surgiu uma das maiores viradas de roteiro da história do Futpais. A Coreia do Sul era ampla favorita e liderou a fase de classificação com folga. Mas, na final, encontrou a África do Sul, única representante africana daquele ano, coordenada por Jorginho e com a bênção do zagueiro Padre Geraldo. Resultado: África do Sul campeã. Algo improvável em uma Copa do Mundo da FIFA, mas absolutamente possível no Futpais.
Em 2006, a favorita era a Costa Rica. Só que, na final apitada pela assistente da FPF Aline Lambert, quem levantou a taça foi Sérvia e Montenegro. Naquela edição também participaram Austrália, Costa do Marfim e Suíça, seleções que retornam agora em 2026.
Em 2010, a Espanha conquistou seu segundo título e se tornou a primeira bicampeã do Futpais. Em ambas as campanhas (1994 e 2010) estava o Prof. Maçã, presente nas duas conquistas.
A Nova Zelândia participou naquela edição e também volta em 2026. Já em 2014, a França foi a grande vencedora, ano que marcou a segunda participação da Coreia do Sul no torneio. Na foto abaixo, Armando levantou sua primeira taça.

A Copa de 2018 foi a primeira disputada nas categorias Master e Sênior. No Sênior, o Peru foi campeão invicto, feito inédito na história do Futpais. No Master, o título ficou com o Uruguai, time comandado por Cesar Potenza e Marcello Ned, que desbancou equipes consideradas favoritas e abocanhou o título ao bater o Japão na grande decisão, por 3 a 1.
Em 2022, a França conquistou o bicampeonato no Sênior e nas campanhas de 2014 e 2022 estavam Celsinho e Levin. No Master, a Croácia levou a taça e a família Patané (Ângelo e Tadeu) se tornou bicampeã, repetindo o feito de jogarem juntos como campeões, algo que já havia acontecido em 2009, pelo Coritiba.
A edição de 2022 ainda registrou feitos raros: pela primeira vez o homenageado do ano, Celsinho, foi campeão; Tadeu Patané marcou cinco gols no mesmo dia, em categorias diferentes; e Túlio, da Argentina Master, fez três hat-tricks consecutivos, nas quartas de final, na semifinal e na decisão do terceiro lugar. Coisas que só o Futpais entrega.
Agora, em 2026, estreiam no Futpais Argélia, Escócia e Marrocos. Austrália, Costa do Marfim, Nova Zelândia e Suíça retornam para sua segunda participação, enquanto a Coreia do Sul chega à sua terceira Copa.
Se existe uma regra nas Copas do Mundo do Futpais, é simples: favoritismo não entra em campo. A história pesa, mas não decide. E a próxima zebra já deve estar aquecendo.